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Especialistas em pedagogia apresentam ideias para melhorar a educação no Brasil e no mundo, usando tecnologia e inovação



Acompanhar crianças e jovens envolvidos na Era Digital está se tornando cada vez mais difícil para as escolas públicas e particulares. A busca por informação online sacia o desejo pelos assuntos de preferência dos alunos, o que torna o ensino, dentro de sala de aula, cada vez mais chato e desgastante.

Especialistas em pedagogia discutiram o tema "Educação e Cultura Digital" no palco principal da Campus Party Brasil 2011, onde apresentaram ideias para melhorar a educação no Brasil e no mundo, incentivando professores e alunos a usarem a tecnologia no âmbito da educação.

Debora Sebriam, membro da equipe de Informática Educacional do Centro Educacional Pioneiro em São Paulo, citou várias ferramentas que podem ser utilizadas por institutos educacionais na educação dos jovens, tais como: blogs, microblogs, redes sociais, comunicadores e jogos online: "Essas ferramentas abrem espaço para elas [crianças] falarem, terem voz", explicou. Debora acredita que o ambiente da escola será mais aproveitado quando os professores descobrirem o que faz parte do cotidiano de sua classe, não necessariamente ligado à tecnologia.

A jornalista Bianca Santana focou no reconhecimento do profissional, que não é valorizado e não tem oportunidades de mudar a realidade vista em sala de aula. De acordo com Bianca, só é possível estimular uma criança se o educador for valorizado como autor de seu conteúdo usado em classe e tiver mais benefícios: "Um professor faz pesquisas e tem conteúdo próprio", afirmou a jornalista. "Professor é alguém que trabalha muito, é mal remunerado e é pouco reconhecido. [...] Como podemos pedir que alguém nessas condições inove desse jeito em sala de aula?", concluiu.

Já Luciano Meira, professor adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), encontrou uma forma de estimular alunos e educadores ao mesmo tempo, com o uso de redes sociais fechadas nas instituições de ensino. Segundo ele, é preciso evoluir da Educação 1.0, copista, para a Educação 2.0, esta última mais dinâmica. Tomando como exemplo a presença da lanhouse na vida dos jovens - 45% dos acessos à internet são através de lanhouses -, surgiu o projeto das funhouses, que utilizam um ambiente semelhante ao do primeiro local, mas com jogos que ajudam no processo de aprendizagem. Luciano destacou outros projetos, tais como os Jogos Conversacionais Sociais e a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE), que unem professor e aluno, sejam em disputas regionais ou num simples bate-papo online.

Priscila Gonsales, jornalista, acredita que o que falta não são recursos, nem professores preparados, mas sim uma forma diferente de usar o que já se tem disponível. Netbooks, lousas digitais e aulas de informática não são o suficiente para educar na cultura digital, mas o uso de uma nova metodologia de ensino pode mudar a educação nas escolas: "Precisamos de uma nova metodologia, e não de novas tecnologias", afirmou. "O que muda é usar o que já se tem de uma forma inovadora", concluiu Priscila.

A interessante abordagem dos especialistas palestrantes trouxe uma nova forma de ensino na Era Digital, unindo projetos, artigos e conhecimentos. Desde jogos casuais, até redes sociais e novos métodos de ensino foram mostrados e absorvidos pelos pedagogos presentes. O dinamismo exposto durante o debate mostra que os professores são fundamentais para o desenvolvimento do aluno, mesmo que este também possa motivar seu educador tecnologicamente, trabalhando juntos.

Fonte de Pesquisa:
http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/saiba_mais_sobre_a_escola_20

Jean Holguim Professor de Informática
Professor de Informática
Licenciado em Computação
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