Ataque de ransomware Petya atingiu computadores ao redor do mundo

Diversas empresas foram infectadas por um ransomware que criptografa os arquivos do computador e exige pagamento em bitcoin para liberá-los. Desta vez, o culpado se chama Petya, e parece que ele usa a mesma vulnerabilidade do WannaCry.
















A exigência de US$ 300 em bitcoin vem na forma de um texto vermelho em fundo preto. Eles devem ser pagos a uma carteira fixa, que acumula US$ 2.300 em depósitos até o momento.
Segundo a empresa de antivírus Avira e a Symantec, o malware Petya aproveita a brecha de segurança EternalBlue, presente em diversas versões do Windows. Ela foi descoberta por pesquisadores da NSA e vazada pelo grupo hacker conhecido como The Shadow Brokers.
A Microsoft já emitiu uma correção para essa vulnerabilidade no protocolo de transferência de dados SMB, até mesmo para o Windows XP (cujo suporte acabou em 2014), mas cabe às empresas instalar a atualização.














Segundo pesquisadores de segurança da Kaspersky Lab, o ransomware atingiu a Rússia, Ucrânia, Espanha, França, entre outros países.
A dinamarquesa Maersk diz que “sistemas de TI estão fora do ar em vários locais e unidades comerciais”. O ransomware também atingiu servidores da empresa russa de petróleo Rosnoft, a farmacêutica Merck, a produtora de materiais de construção Saint-Gobain, o escritório de advocacia DLA Piper, e o grupo britânico de publicidade WPP.
No Brasil, o Petya afetou diversos hospitais de câncer do interior de São Paulo, em cidades como Barretos, Jales e Fernandópolis — estima-se que até 3 mil pacientes ficaram sem atendimento. A Santa Casa de Barretos também foi atingida pelo ataque.
O dano mais extenso, no entanto, está sendo relatado por empresas ucranianas, com sistemas comprometidos no banco central, no metrô e no aeroporto Boryspil de Kiev.

Este não seria o único malware que usa a mesma vulnerabilidade do WannaCry. O Adylkuzz aproveita a brecha para minerar Monero, uma moeda virtual semelhante ao bitcoin, através do seu PC.
Ataque globais de malware eram só questão de tempo, devido à combinação de computadores que passam meses sem atualizações e agências de espionagem que colecionam falhas de segurança. Infelizmente, é bem provável que este não será o último.

Com informações: Motherboard, The Verge. Atualizado: 28/06/2017 às 17h22.

Jean Holguim
Professor Especialista de Informática
Licenciado em Computação
Whatsaap: (092) 9389-3376
E-mail: jeanholguim@gmail.com
 WebSite: http://www.jeanholguim.tk










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